Sábado, 11 de Julho de 2009
Em sex, 10/7/09, Sonia Pereira <soverso@gmail.com> escreveu:
De: Sonia Pereira <soverso@gmail.com>Assunto: Re: REPRESSÃO NA FLIP - ou o que não saiu na TVPara: "Ivan Antunes" <ivanantunescorrea@yahoo.com.br>Data: Sexta-feira, 10 de Julho de 2009, 22:38
Pois é, amigo. Teve tudo isso e mais, claro! Tentativa de apreensão dos banner's do Maurício MArques, passeata das comunidades LOCAIS (!!!!!) excluídas do evento em sua própria casa, cara feia e desculpas esfarrapadas dos fiscais o tempo todo, etc, etc, etc. Mas também teve muita gente - da cidade e da "platéia" da FLIP - que ficou irada, que perguntava, queria ver nosso trabalho e tudo o mais. Como eu fiquei na minha, não rolou muito mais que cara feia pro meu lado, mas ficou o que sempre fica de tempos de repressão, e que é difícil de suportar e também de superar: a atuo-repressão. Já vi e vivi esse filme antes, infelizmente. Não sei se volto na FLIP, não quero isso de novo. Uma vez na vida já foi o bastante, não precisava da segunda e não suportaria uma terceira. Cada vez menos acreditando num futuro maior do que esse horizonte tacanho que nos enfiaram goela abaixo. Parece o final de um poema meu que nunca li em público, e que fiz logo que saiu aquela lei de fachar bares às 23h e que só funciona na perifa: "... é só você concordar / e ficar quieto, mudo! / Mas se você embaçar, / a gente vai ter que tomar uma providência / arrepiar e prender / por qualquer delinquência que a gente inventar. / Eaí maluco, vai encarar?"
Que saudade da música do Chico "Rosa dos Ventos", tá faltando a enchente amazônica, a explosão atlântica, pra gente voltar a ser dono do nosso próprio quintal. Bjs atônitos,
Sonia Pereira.
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Poesia no Xilindró! FLIP 2009 - Vergonha.
(o amigo pedro tostes, literalmente segurando o B.O.)
(Berimba de braços cruzados e Pedro assinando o B.O.)
(Fiscais nas ruas de Paraty- FLIP 2009)Fotos: Rodrigo Ciríaco
http://www.efeito-colateral.blogspot.com/
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
por algum tempo
antes que você tenha trinta. ou quarenta, ficamos no vinte. aliás, vinte segundos, e quebram teu vidro e levam tua bolsa. antes que você chegue porque saiu à francesa ou deu um tchau meio educado àquela sua tia de segundo grau que não te via há dez anos. se a fração de segundo virasse bomba, urânios pulariam a todo instante na avenida santo amaro, na avenida do estado e no largo do socorro. os coréios não são japoneses, os coréios não são chineses, mas parecem com o bin laden e com o bush juntos. um soco que vale mais que mil palavras seria dado naquela manhã, pelo fato do retrovisor de trinta por trinta centímetros ter penteado de forma desagradável o topete do cidadão paulistano. o motorista preferiu sair sem pedir desculpas, ao parar levou sopapos e madeiradas penteando a sua cabeça do mesmo que recebera a penteada desagradável.
por vinte segundos otávio não puxou o gatilho e não fez o passado vir a tona na cabeça do baleado. por dez segundos não roubam a sua bolsa e não é feito mais uma vítima da criminalidade que vitimiza milhares de moleques infratores. por cinco segundos não resolvo cantar o samba mal educado de caco pontes. por quatro segundos não pego uma infecção generalizada e não piso no chão frio. por três segundos aquela rolinha voaria livremente longe dos dentes afiados do cocker cão-de-guarda do fundo do quinta. por dois segundos eu não viro monstro. por pouco eu não viro quem eu sou. por pouco eu não me encontro e não viro quem eu realmente sou.
Domingo, 5 de Julho de 2009
Falecimento
Morreu Rodrigo de Souza Leão.Aí vai algo tirado do blog pessoal do mesmo, http://www.lowcura.blogspot.com/
quem não conheceu-o em vida, que possa eternizar algo de sua escrita que deve ser lida e estudada, que vá em paz. Desejo aos familiares e amigos paz e conforto, desejo que a literatura contemporânea permaneça de pé, a vida segue...
Assim estava em seu blog no dia 25/6 (última postagem):
"COR AZUL.
A mente esquizofrênica não funciona bem e boicota, sem os remédios, o tempo todo. Com remédios ficamos bem. Leves e tranqüilos para o mundo, que é muito bom. Fora as pessoas que não valem à pena, estas manter distância torna-se necessário. Positive Vibrations.
Thursday, June 25, 2009
Posted by Rodrigo de Souza Leão at 2:13 PM 0 comments "
Posto aqui alguns poemas do poeta, retirados do Jornal de Poesia e do blog do autor.
MELHORA.
Tudo é uma criação da mente
Um poema ou um poente
Tudo tem um forte sentido
Quando não se oprime o indivíduo
Alguém soletra uma distância
A distância separa os fatos
A verdade não é tão necessária
Já que Heráclito já morreu
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Pulso
O pulso pulou
Pra fora do bolso
A veia fétida
Da erupção
Elevou-me
Ao Éden
Que no mármore
Fique
Fincado
Um desepitáfio
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Flatulência
No vento
O litoral da pele
Espumando
Necropsia
Auto-retrato
Do nada
Impurezas
Sangues
Sugando
Na sopa
Da gordura
A válvula
Vasculha
A luz
Mitral
Sábado, 27 de Junho de 2009
Está surgindo mais um projeto de poesia - EIXADA neles!
Para que as pessoas comecem a entender um pouco do projeto Eixada. Primeiro, entenda o logotipo acima: vários braços, juntos, com bandeiras de diferentes estados. Longe de ser um projeto que valorize alguns estados em detrimento de outros, trata-se de um projeto de poesia, aquela poesia que vem das ruas, do resto, aquela poesia que critica o eixo e que de alguma forma tenta berrar que existe.Segue o texto que desvenda pra mim e pra você esse projeto que está surgindo com colegas de luta, estamos juntos, poetando e contando lorota em microfone,
Eixada - do centro às beiradas. Capinando idéias que pululam e reagem contra a manipulação da máquina. É zombar remanejando a verba, dividindo o peso e somando num só corpo: o cooperativo. Simples e de respeito. Eixada......Eixada pode ser marca, batata, modelo, suco de fruta no palito, alado ou congelado, ali do lado leste, em algum outro norte, sem códigode barra, já que é para reformular os meios de impressão, publicando em grande escala para o Brasilzão. Assim, busca-se fortalecer a resistência das formas de se expressar artisticamente. Daí a nossa visão: descentralização do eixo - uma nova possibilidade – conexão viral entre artistas de toda a massa nacional. Processo coletivo. Um selo. Eixada......Eixada é quém do mercado editorial. Disposição em fazera própria distribuição em quais quer espaços que sejam: bar, motel, mercearia, açougue, brechó, igreja, terreiro, baile, feira,f arol, mão em mão... o que vale é deixar o rastro. Nosso ideal é a ação, o indivíduo não! Desterritorialização do não-lugar. Uma pá di gente no campo das letras. Eiso que tem cá. Eixada.
.....Eixada é como se fosse um cartão de visita de um tempo, esse documentinho pretende colocar lado a lado colunas verticais que se sustentem. Enfileirar fazedores d’arte contemporâneos, nem os melhores, nem os mais aptos, mas os que responderam ao chamado do eixo. Em mil inserções diferentes, todos aqui presentestem cara e braço para segurar o bandido, espantar a onça e bradar na passeata. Eixada.
Sopa de Letrinhas
Foto de Cacá Araújo
(Carol fotografando e apreciando só a boa poesia)
(Tyta, Nicolau e Déborah Icamiaba curtindo o frio da noite poética)
Só para dizer, que essas são algumas fotos e que vários raros compareceram como meu pai e minha mãe, o professor Antonio Vicente, Rui Mascarenhas, Carlos Savasini e Zi, dentre muitos outros que ligaram, mandaram salves, axés e por aí vai, noite fria e quente ao mesmo tempo... só vendo como a casa tava cheia. Obrigado e vamos lá.
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
fondue
na fome
um fondue
faz feliz
o feito
inusitado
enfrenta a
fera nossa
viril
à garfos e facas
ferros
fósforos
figas
a neve fora
de mim e de ti
o vapor que sobe
no frio do
vidro
embaça até meu pensamento
a fresta
nosso encontro
a panela
nosso conforto
a nossa façanha
nosso feito
nosso momento
era ter aquilo
doce e salgado
forrar de amor
os nossos estômagos
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009


As Charges do Latuff ilustram bem a atual USP, a greve continua, os anti-grevistas e 'lambe-botas' da tropa de choque continuam a solta e os professores lambe-botas do governador irresponsável continuam a solta e fingindo que é necessário ensinar e aplicar provas em alunos que fingem aprender. Quantas bombas terão que cair na universidade pública, para que a democracia e o diálogo imperem por aquelas bandas?
Hoje vamos de Itamar...Salve Salve! Merece que todo mundo escute, atualmente, a parte do catarro e do ficar relax, só pode ser verdade...putz!
Vanguarda Paulista, coisa boa, todo nosso falecido poeta, Salve Salve poeta!
Venha até são paulo
São paulo tem socorro, tem liberdade, tem bom retiro
Tem esperança, tem gente e mais gente, cabe invade
São paulo tem muitos santos espalhados pelo estado
Tem são judas, são caetano, santo andré, tem são bernardo
Tem são miguel, são vicente, do outro lado tem são carlos
Tem santo
Que nem me lembro são joão clímaco, santo amaro e a capital são paulo
Tem o largo de são bento no centro
E no litoral tem santos, há santas também
É claro, santa efigênia, santana, santa cecília,
Tem santa clara...Venha até são paulo ver o que é bom pra tosse
Venha até são paulo dance e pule o rock and rush
Entre no meu carro vamos ao largo do arouche
Liberdade é bairro mas como japão fosse
Venha nesse embalo concrete fax telex
Igreja praça da sé faça logo sua prece
Quem vem pra são paulo meu bem jamais esquece
Não tem intervalo tudo depressa acontece
Não tem intervalo
Vai e vem e tchan e tchum êta sobe desce
Gente do nordeste, do norte aqui no sudeste
Batalhando nesse mundaréu de mundo que só cresce
Só carece
Venha até são paulo relaxar ficar relax
Tire um xérox, admire um triplex
Venha até são paulo viver à beira do stress
Fuligem catarro assaltos no dia dez
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Composição: Indisponível
Teleco-teco Teleco-teco teco-teco teco-teco
Ele chegou de madrugada batendo tamborim
Teleco-teco teco teleco-teco
Cantando “Praça Onze”, dizendo “foi pra mim”
Teleco-teco teco-teco teco-teco
Eu estava zangada e muito chorei
Passei a noite inteira acordada
E a minha bronquite assim comecei
"Você não se dá o respeito
Assim desse jeito, isso acaba mal
Você é um homem casado
Não tem o direito de fazer carnaval”
Ele abaixou a cabeça, deu uma desculpa e eu protestei
Ele arranjou um jeitinho, me fez um carinho e eu perdoei
